A importância do controle de custos estendida ao cliente

10/07/2017

 

É conhecido que estamos presenciando uma aceleração na dinâmica dos mercados em comparação com tempos anteriores, visto que o intervalo para o lançamento de novos produtos, ou o desenvolvimento de novas versões está cada vez menor. Essa dinâmica está presente tanto no desenvolvimento de novos produtos, quanto de serviços. Entretanto, no ambiente fabril, essa mesma dinâmica leva a controles que antes eram irrelevantes, mas que no atual momento, aos olhos do cliente, se torna fator chave para o fornecedor participar de novos negócios, independente da magnitude de valor.

 

Há uns anos, um orçamento ou a oferta de um bem era divulgado simplesmente pelo preço de vendas final que o cliente pagaria pelo produto ou serviço. De uns poucos anos para cá, esse simples preço divulgado se transformou em uma demonstração analítica de todos os custos envolvidos no produto ou serviço. Ou seja, o cliente está exigindo que o fornecedor demonstre a composição de custo de cada material envolvido na manufatura, bem como o custo e o tempo locado no ativo usado para tal e, consequentemente, o lucro abordado para a composição final do preço de venda. Essa demonstração é conhecida no mercado como Cost Breakdown (CBD), ou redução aberta de custos.

Essa demonstração pode ser preenchida pelo fornecedor num modelo do próprio cliente, ou por um modelo criado pelo próprio fornecedor. Todas essas informações vêm ao encontro da percepção do real valor entregue ao cliente, fazendo com que o mesmo as audite para verificar a veracidade das mesmas.

 

Com isso, as empresas fornecedoras de hoje, que desejam participar da negociação com o cliente, têm um papel fundamental em gerenciar essas informações e, dependendo do caso, em criar esses modelos para justificar o valor entregue ao cliente. Essas informações são benéficas também para o próprio fornecedor, visto que numa variação de custo significativa de algum insumo, este pode ser comprovado facilmente confrontando os valores através do CDB, podendo a informação ser gerenciada mais rapidamente e colocada em prática em comparação aos métodos atuais. Pois numa situação normal, o cliente aceita discutir essa variação de custos apenas no ano fiscal seguinte, ou seja, bem depois do ocorrido, fazendo com que os custos internos fiquem defasados por um certo tempo, sem ação sobre eles. Para insumos comprados em moeda estrangeira, isso é ainda mais relevante, pois o custo final está exposto às oscilações de câmbio em que a organização não tem controle, já que essa variável é regulada pelo mercado.

 

Logicamente que nem todas as empresas que vão adquirir algum produto, hoje, peçam nas suas cotações um detalhamento de custo num modelo CDB, mas em mercados com alto valor agregado, com um alto nível de organização e com plantas mundiais isso já ocorre, como por exemplo, em mercados na cadeia da indústria de veículos automotores. E como sabemos, as grandes melhorias e inovações que observamos na indústria em geral, geralmente se originaram por meio do ramo automotivo.

 

Cabe então à empresa, em sua situação atual, verificar a necessidade em seu mercado de atuação e perceber os movimentos em seus negócios, a fim de que não seja surpreendida por não estar mais participando de novos negócios, ou ainda, por não estar mais fornecendo produtos que antes estava, em função de seus custos estarem fora do nível de mercado em comparação com outros players.

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