Aumentando a maturidade da gestão

06/06/2018

 

Maturidade costuma ser abordada sob duas perspectivas: uma (i) de natureza objetiva, que trata do modo sistemático que fazemos as coisas no mundo concreto, a partir de processos explicitamente definidos, controlados e monitorados; e outra perspectiva (ii) de natureza subjetiva, em que são considerados os níveis de consciência na tomada de decisões para o enfrentamento das contingências organizacionais.

A gestão com mais ciência, que por sua vez demanda mais conhecimento, pressupõe o domínio dos campos objetivos e subjetivos da ação organizacional.

 

Organizações assistemáticas e empíricas, que atuam sob a pressão dos ambientes com respostas contingenciais, dependem dos esforços quase heroicos dos seus gestores. Esses agem com base em suas percepções de mundo, a partir das suas experiências subjetivas do funcionamento dos sistemas organizacionais. Dessa forma, visam serem mais socialmente aceitáveis do que necessariamente eficientes, pois dependem de convenções e expectativas recíprocas para modelar suas respostas no mundo. Com isso, essas organizações são circunstanciais e dependentes da percepção das pessoas que a compõem para adaptar suas respostas às demandas empresariais.

 

Por outro lado, organizações mais maduras e que sistematicamente desenvolvem seus processos orientados para clientes, para resultados, ou ainda para mercados, têm métodos de trabalho organizados para a estabilidade e buscam melhorias contínuas em suas atividades, visando perseguirem as contínuas variações do ambiente de tarefa ou de sua inserção na proposta de valor.

Com isso, avaliam continuamente a capacidade de seus processos fazerem as entregas de valor às demandas de suas orientações estratégicas. Quando orientadas para clientes, buscam continuamente a leitura das percepções deles para as melhorias nas interfaces críticas; quando orientadas para resultados, analisam criteriosamente os seus custos, à luz das suas receitas, e adequam o modelo de negócios com a capacidade do mercado em remunerar suas propostas de valor; e quando orientadas para mercados, perseguem insistentemente as mudanças nos comportamentos de consumo, visando ajustamentos nos seus produtos ou serviços, para se manterem adequados às variações de demanda.

 

Não se trata de julgar e sim de constatar os fenômenos organizacionais ligados a tomada de decisão. Ponderamos que as organizações precisam das duas abordagens (objetiva e subjetiva) para serem mais efetivas, compreendendo que a consciência dos tomadores de decisão sobre os fenômenos organizacionais pode ser incrementada, aumentando a chance de otimizar a ação empresarial no incerto ambiente de negócios.

Compartilhar no Facebook
Comparitlhar no Linkedin
Curtir
Please reload

Últimas notícias
Please reload

Posts em destaque
Please reload

Siga-nos
  • Facebook Basic Square
  • LinkedIn Social Icon
  • YouTube Social  Icon

Intellectum Inteligência Estratégica

Av. Rio Branco, 1667, térreo - Rio Branco

Caxias do Sul - RS

(54)98402.2960

emir@intellectum.com.br